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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A herança de Zeus

 O meu sonho começou com um lindo dia de sol, eu estava sentada de baixo de uma árvore, era um lindo carvalho, ele estava com as folhas secas e amareladas por causa do outono, eu adorava estar sentada ali.

 Eu deixei minha mente vagar para lembranças distantes, eu comecei a pensar em minha mãe, em minha família, que eu só conhecia parcialmente, então a minha mente passou para a parte da família que eu não conhecia. Meu pai, meu querido pai desconhecido. Eu comecei a imaginar como ele era como eram seus cabelos, olhos, tudo. Então eu comecei a ficar triste. E como se o tempo me entendesse começou a chover.

 Eu estava tão concentrada, que nem senti a chuva, a cada vez que eu ficava mais triste a chuva aumentava mais. A chuva chegou a tal ponto que os raios começaram a cair perto de mim. Foi só quando um raio quase me atingiu que eu percebi o que acontecia a minha volta. Eu me levantei rapidamente e comecei a correr para dentro da floresta, a cada hora os raios passavam mais perto de mim, então eu tropecei, e caí, um raio veio tão perto que me atingiu, e tudo o que eu lembro depois disso, foi de ver uma rosa branca entrelaçada com uma tulipa vermelha.

 Eu acordei um pouco assustada com aquele sonho, eu não entendia o que estava acontecendo. Eu venho tendo esses sonhos há umas três semanas. É sempre o mesmo sonho.

  Eu olhei para o lado, 03h30minAM, como sempre o mesmo horário. E como sempre eu não consigo dormir, fico rolando na cama, sem entender o meu sonho, eu sempre fico tentando decifrar esse sonho. E ele sempre fica rodando na minha mente.

 Eu fico ali deitada na minha cama, olhando para a minha janela, tentando entender esse sonho louco que anda me incomodando. Eu me distraio pensando nele e quando eu começo a pegar no sono o meu relógio apita. Mais um dia de aula chato.

 Eu me levanto de minha cama, me olho no espelho de corpo inteiro que tem no meu guarda-roupa, e como sempre os meus olhos estão totalmente horríveis, as olheiras estão enormes contrastando com o azul. Eu as ignoro e vou para o banheiro, tomo um banho, a água fria me ajuda um pouco, eu vou até a pia e olho novamente para o meu rosto, ele parece um pouquinho melhor, então eu pego meu nécessaire dentro da gaveta, e tiro de lá o corretivo, eu o passo sobre as minhas olheiras.

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